domingo, 2 de setembro de 2007
Pérolas de Mentes Brilhantes...
Escutando trabalho de investigação da SIC sobre tempos livres de figuras públicas, a ministra da cultura, sim temos uma mas não me lembro o nome, afirmou: "Sempre pratiquei desporto, quer na adolescência quer na juventude"...
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David
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9:23:00 p.m.
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sábado, 1 de setembro de 2007
Notas Soltas 3, Os Ratos Espanhois...
Se bem me lembro, Aristóteles, para explicar alguns dos fenómenos naturais (nomeadamente do movimento), tinha uma tese muito simples: a ideia do lugar natural... Em termos simplistas, sem grande pretensão académica, uma pedra cai naturalmente para o chão porque se desloca para o lugar onde se encontra a substância que a constitui, tal como a chama de uma vela contorna o objecto que se lhe coloca por cima como se a dita chama tentasse mover-se em direcção ao Sol, lugar natural por excelência do fogo... Isto a propósito da notícia de que uma praga imensa de ratos invadiu zonas em Espanha próximas da fronteira portuguesa.
A preocupação dos agricultores portugueses não se fez esperar com natural receio de destruição de culturas: O Ministro da agricultura, sim é verdade parece que também temos um, disse não haver motivo para preocupação...
Confesso que fiquei confuso... Tendo em conta as duas notas anteriores nada me admiraria que, à boa maneira aristotélica, os ratos viessem para Portugal. Mas fora o humor, intrigantes mesmo devem ser os contactos secretos do governo entre os roedores para afirmar com tanta segurança a não necessidade de preocupação com os mesmos...
A preocupação dos agricultores portugueses não se fez esperar com natural receio de destruição de culturas: O Ministro da agricultura, sim é verdade parece que também temos um, disse não haver motivo para preocupação...
Confesso que fiquei confuso... Tendo em conta as duas notas anteriores nada me admiraria que, à boa maneira aristotélica, os ratos viessem para Portugal. Mas fora o humor, intrigantes mesmo devem ser os contactos secretos do governo entre os roedores para afirmar com tanta segurança a não necessidade de preocupação com os mesmos...
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David
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9:52:00 p.m.
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Notas Soltas 2, Paixão da Educação, Versão sócrates e maria de lurdes rodrigues
Pois é, o líder foi dar computadores e diplomas a Elvas... Contrariando o seu habitual estilo, desta vez não gritou, tanto, claro, afirmando doutamente que "é preciso aumentar os índices de escolaridade" (entre outras tantas banalidades que toda a gente já sabe).
O caricato foi de seguida ter fugido quando questionado sobre 45.000 professores não colocados... É isso mesmo... Turmas a rebentar pelas costuras, demoras na substituição/colocação de professores, docentes sobrecarregados em final de ano lectivo com correcção de exames... Programas extensos aos quais alunos com necessidades educativas mais especiais necessitariam de atenção mais cuidada, taxas terceiro mundistas de abandono escolar... Contraditoriamente 45.000 professores vão ficar sem possibilidade de exercerem as suas competências...
Aliás... Que valor, que capacidade de convencimento, têm as palavras de preocupação do LÍDER, quanto aos baixos índices de escolaridade, quando a ministra de educação encolhe os ombros relativamente a mais de 45.000 docentes/licenciados no desemprego? Qualquer um perguntaria com legitimidade: estudar então para quê? Perder tempo e dinheiro para ficar no desemprego? Só se for para ser desempregado, ou sem abrigo, erudito... Caramba como isso ficava bem nas nossas estatísticas...
Falta também explicação para o facto de o ministério da educação ter determinado critérios de menor exigência para a correcção dos exames do 12º ano tendo tal como consequência uma melhoria (distorcida) de resultados finais...
Mas somos ainda brindados com outra medida: a entrada na carreira docente vai exigir a realização de três exames com exigência de nota mínima de 14 valores.
À partida parece razoável mas... Então quem fará esses exames? Se o ministério tem dificuldade em realizar exames para jovens do secundário?... E se um candidato tiver um percurso académico notável? E não é verdade que há licenciaturas que integram estágio e formação pedagógica? Nesse caso vão realizar-se mais exames para avaliar o quê? Então as faculdades quando lançam fornadas de diplomados com respectivas classificações não são idóneas para as atribuirem?
Mais parece uma daquelas ideias peregrinas.... Mas a questão que me começa a surgir é: Quem avalia os nossos políticos? O engenhêro não deveria ter feito exame de engenheiro antes de assumir a pasta? Quando somos ostensivamente confrontados com comportamentos, e/ou dislates de menor dignidade dos nossos governantes, não lhes deveríamos exigir prestação prévia de capacidades?
O caricato foi de seguida ter fugido quando questionado sobre 45.000 professores não colocados... É isso mesmo... Turmas a rebentar pelas costuras, demoras na substituição/colocação de professores, docentes sobrecarregados em final de ano lectivo com correcção de exames... Programas extensos aos quais alunos com necessidades educativas mais especiais necessitariam de atenção mais cuidada, taxas terceiro mundistas de abandono escolar... Contraditoriamente 45.000 professores vão ficar sem possibilidade de exercerem as suas competências...
Aliás... Que valor, que capacidade de convencimento, têm as palavras de preocupação do LÍDER, quanto aos baixos índices de escolaridade, quando a ministra de educação encolhe os ombros relativamente a mais de 45.000 docentes/licenciados no desemprego? Qualquer um perguntaria com legitimidade: estudar então para quê? Perder tempo e dinheiro para ficar no desemprego? Só se for para ser desempregado, ou sem abrigo, erudito... Caramba como isso ficava bem nas nossas estatísticas...
Falta também explicação para o facto de o ministério da educação ter determinado critérios de menor exigência para a correcção dos exames do 12º ano tendo tal como consequência uma melhoria (distorcida) de resultados finais...
Mas somos ainda brindados com outra medida: a entrada na carreira docente vai exigir a realização de três exames com exigência de nota mínima de 14 valores.
À partida parece razoável mas... Então quem fará esses exames? Se o ministério tem dificuldade em realizar exames para jovens do secundário?... E se um candidato tiver um percurso académico notável? E não é verdade que há licenciaturas que integram estágio e formação pedagógica? Nesse caso vão realizar-se mais exames para avaliar o quê? Então as faculdades quando lançam fornadas de diplomados com respectivas classificações não são idóneas para as atribuirem?
Mais parece uma daquelas ideias peregrinas.... Mas a questão que me começa a surgir é: Quem avalia os nossos políticos? O engenhêro não deveria ter feito exame de engenheiro antes de assumir a pasta? Quando somos ostensivamente confrontados com comportamentos, e/ou dislates de menor dignidade dos nossos governantes, não lhes deveríamos exigir prestação prévia de capacidades?
veja-se o vídeo e perceber-se-á melhor a questão.
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David
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9:13:00 p.m.
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Notas Soltas 1, O Grande Líder...
Hoje em Elvas sócrates afirmou qualquer coisa como: "Não há maior prazer para um líder num Sábado de manhã do que vir elogiar os seus concidadãos"... Ora, a primeira coisa a reter é: ELE É UM LÍDER...
Enfim, até aqui tudo bem, apesar do homónimo do nosso PM, o verdadeiro Sócrates, aquele cidadão do mundo do séc V a.c. (que nunca teria feito o Inglês técnico pois na altura não existiam fax's), idealizar a pessoa virtuosa como sendo possuidora do atributo da humildade (entre outros)...
Mas ultrapassando esta pequena contradição (uma vez que me parece não existir rigor lógico conceptualizar um líder como não contendo nos seus predicados a necessária virtude da humildade, entre outras/os), o que mais ressaltou à vista foi o engenhêro (persisto em não querer ofender os engenheiros) a fugir aos repórteres quando questionado sobre os 45.000 professores não colocados ou sobre os vetos presidenciais... Com alguma propriedade, creio, invoco um dos nossos maiores, Camões: "Que um fraco Rei faz fraca a forte gente"... (canto III, Lusíadas, Estrofe 138)... Não há como a sabedoria dos antigos para nos ajudar a perceber o presente...
Enfim, até aqui tudo bem, apesar do homónimo do nosso PM, o verdadeiro Sócrates, aquele cidadão do mundo do séc V a.c. (que nunca teria feito o Inglês técnico pois na altura não existiam fax's), idealizar a pessoa virtuosa como sendo possuidora do atributo da humildade (entre outros)...
Mas ultrapassando esta pequena contradição (uma vez que me parece não existir rigor lógico conceptualizar um líder como não contendo nos seus predicados a necessária virtude da humildade, entre outras/os), o que mais ressaltou à vista foi o engenhêro (persisto em não querer ofender os engenheiros) a fugir aos repórteres quando questionado sobre os 45.000 professores não colocados ou sobre os vetos presidenciais... Com alguma propriedade, creio, invoco um dos nossos maiores, Camões: "Que um fraco Rei faz fraca a forte gente"... (canto III, Lusíadas, Estrofe 138)... Não há como a sabedoria dos antigos para nos ajudar a perceber o presente...
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David
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8:33:00 p.m.
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